Quando cuidar também adoece: alerta sobre o impacto emocional na causa animal

No Dia Mundial da Saúde Mental, deputado Daniel Donizet chama atenção para a fadiga emocional enfrentada por protetores e ativistas do DF

No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado na última quinta-feira (10), o deputado Daniel Donizet (MDB) levantou uma pauta muitas vezes ignorada: a fadiga da compaixão. O termo define o estado de exaustão física e emocional que atinge cuidadores, veterinários, protetores e ativistas diante da rotina de abandono, dor e maus-tratos de animais.

Mais do que um alerta, o tema está no centro de projetos do parlamentar que inspiraram o Programa de Apoio à Proteção dos Animais do Governo do DF. A proposta oferece suporte estrutural aos protetores, garantindo um respiro a quem atua na linha de frente e refletindo positivamente na saúde mental desses cuidadores. “Não se trata apenas de proteger os animais, mas de criar condições para que quem cuida deles também possa seguir firme nessa luta”, afirma Donizet.

A fadiga da compaixão se manifesta em cansaço extremo, ansiedade e sensação de impotência, agravada por situações traumáticas, superlotação de abrigos, pressão nas redes sociais e escassez de recursos. Para a protetora Marina Alves, que atua há mais de dez anos, o impacto é profundo:“Eu amo os animais, mas tem dias em que parece que estou no limite. São pedidos de ajuda a toda hora, histórias tristes que a gente carrega pra casa e a sensação de nunca conseguir fazer o suficiente.”

Donizet defende que a proteção animal seja tratada como política pública completa, com programas de castração, fortalecimento de instituições e rede de apoio aos protetores. Nesse contexto, o Hospital Veterinário Público (HVEP) é um ponto essencial, mantido com recursos destinados pelo GDF e do deputado para garantir a continuidade dos atendimentos. Outro pilar importante é a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), criada pelo GDF a partir de solicitação do parlamentar e responsável por combater maus-tratos. Para Donizet, reconhecer a fadiga da compaixão também é reconhecer a importância do trabalho dos protetores independentes.

Entre as medidas que ajudam a enfrentar o problema estão pausas regulares, redes de apoio e integração com o poder público, por meio de programas de suporte, hospitais veterinários, delegacias especializadas e políticas permanentes de castração. “Quando o Estado participa de forma mais ativa, os protetores não ficam sozinhos nessa luta. Isso faz diferença no dia a dia e ajuda a manter o fôlego para continuar cuidando dos animais”, diz o deputado.

Com esse posicionamento, Daniel Donizet amplia a agenda da causa animal no DF, colocando a saúde emocional dos protetores como parte central das políticas públicas voltadas ao bem-estar de animais e pessoas.

Redação DF In Foco NEWS

Fonte: Assessoria de comunicação do deputado Daniel Donizet

Por Caroline Lara

Foto: Divulgação/Arquivo/CLDF

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