Sol Nascente/Pôr do Sol | Lei de 2019 foi de Ibaneis, mas Arruda tenta capitalizar

A criação oficial da RA ocorreu em 2019, na gestão de Ibaneis Rocha

Uai! Tem coisa que, quando a gente lê, precisa reler para ter certeza de que não entendeu errado. Foi exatamente essa a sensação ao ver postagens sugerindo que José Roberto Arruda teria “feito” o Sol Nascente e o Pôr do Sol existirem oficialmente como cidade. Uai, mas desde quando? A pergunta não é retórica. Ela é histórica, jurídica e, acima de tudo, factual.

Vamos aos fatos, porque opinião sem base vira só barulho. A Região Administrativa do Sol Nascente/Pôr do Sol só passou a existir oficialmente em 14 de agosto de 2019, com a sanção da Lei nº 6.359, durante a gestão do governador Ibaneis Rocha. Antes disso, a área era parte de Ceilândia, apesar de já ser um território vivo, ocupado, construído e sustentado por seus moradores há décadas. Cidade, de verdade, sempre foi. Oficial, só a partir de 2019.

E aí vem o “uai” maior: Arruda não era governador em 2019. Não assinou a lei. Não criou a Região Administrativa. Não pode, portanto, reivindicar o marco legal que transformou Sol Nascente/Pôr do Sol na 32ª RA do Distrito Federal. O máximo que se pode dizer, com boa vontade, é que houve iniciativas preliminares em gestões passadas. Mas preliminar não é criação. Intenção não é sanção. Discurso não é Diário Oficial.

Governador lembrou que foi um compromisso de campanha dar mais dignidade aos quase 88 mil moradores da região.

Quando um material publicitário afirma que “foi com Arruda que o Sol Nascente e o Pôr do Sol passaram a existir oficialmente como cidade”, não se trata de detalhe semântico. É uma distorção clara. É confundir regularização inicial com criação legal. É tentar vestir uma faixa de campeão numa corrida que terminou anos depois, com outro corredor cruzando a linha de chegada.

Uai, e por que isso importa? Porque política não pode brincar de apagar a memória coletiva. Quem mora no Sol Nascente sabe que a cidade não nasceu de gabinete. Nasceu do esforço diário de quem construiu casa, comércio, igreja e escola quando o Estado ainda não tinha chegado. E quando o Estado chegou de forma oficial, com lei, carimbo e número de RA, quem governava era Ibaneis Rocha. Isso não é opinião. É cronologia.

Tentar ganhar voto com obra alheia é feio. Mais feio ainda é contar com a desinformação para colar uma narrativa que não se sustenta nos registros oficiais. O eleitor pode até perdoar muita coisa, mas não gosta de ser tratado como desatento. A história administrativa do DF está aí, pública, acessível e datada. Não aceita reescrita oportunista.

Uai, fica a lição: na política, mérito não se herda por frase de impacto. Se conquista com ato, data e assinatura. E, nesse caso, a assinatura de 2019 não foi de Arruda.

Redação DF In Foco NEWS

Fonte: Portal DF Soberano

Por Cláudio Ulhoa

Foto: Reprodução

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