BANNER INTERNAS ABAIXO MENU

Adiada votação de projeto que turbina carreira de gestor fazendário

 

Prevendo derrota, por causa do quórum apertado, Chico Vigilante pediu que sua proposta fosse retirada de pauta

A votação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) n° 77, que turbina a carreira de gestor fiscal, foi adiada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta terça-feira (8/5). O autor da proposta, deputado Chico Vigilante (PT), manobrou para tirar o tema de pauta, pois temia ser derrotado: o petista pediu que todos os projetos de decretos legislativos (PDLs) fossem votados de forma nominal, um a um – isso arrastaria a sessão madrugada adentro.

Vigilante precisa de 16 votos favoráveis à mudança na Lei Orgânica, mas, no momento da abertura dos trabalhos, esse era o número de parlamentares em plenário, sendo que havia ao menos dois contrários ao projeto.

O Pelo 77 prevê a ampliação das funções dos gestores fiscais, que passariam a ter atribuições hoje reservadas a auditores.

De um lado, os defensores da proposta veem o “reconhecimento” da atividade. De outro, críticos dizem que o projeto será um “trem da alegria”, pois os gestores fazendários teriam prerrogativas de auditores. Para a primeira ocupação, é exigida a conclusão do ensino médio. Para a segunda, é cobrado nível superior.

Deputados favoráveis à aprovação, como o distrital Bispo Renato Andrade (PR), criticaram o responsável pela Secretaria de Fazenda (Sefaz-DF), Wilson de Paula, que se colocou contrário à proposta. Segundo o titular da pasta, a aprovação do Pelo 77 inviabilizaria novo concurso para a Sefaz e aumentaria as despesas do órgão, pois as remunerações de gestores e auditores fiscais seriam equiparada.

“O Pelo 77 está sendo mal interpretado. Eles não passam a ser auditores, continuam como gestores, e os salários não se equiparam. O concurso não seria inviabilizado. O secretário está faltando com a verdade quando leva essas declarações para a imprensa”, criticou Bispo Renato.

Chico Vigilante seguiu a mesma linha, afirmando que Wilson de Paula, sendo servidor de carreira da Secretaria de Fazenda, deveria cuidar do funcionamento da pasta e “não tentar convencer os deputados por meio de notícias falsas”. Nem mesmo o líder do governo, Agaciel Maia (PR), ficou favorável ao Executivo.

Presente durante toda a sessão, o secretário Wilson de Paula rebateu as críticas. “Essa é uma pauta recorrente. Não é a primeira vez que o PT tenta aprovar esse tipo de projeto, pois tudo que diz respeito a servidor público tem um apelo muito forte em Brasília. Estou defendendo minha instituição. Se aprovar o Pelo 77, o impacto financeiro será de R$ 56 milhões por ano. Tenho um deficit de R$ 800 milhões. Se os gestores querem ganhar como auditores, precisam fazer concurso, como tantas pessoas estão tentando agora”, justificou.

Emendas
Na sessão desta terça (8/5), os distritais aprovaram crédito do Executivo de R$ 16,4 milhões. O valor inclui ao menos 144 emendas parlamentares.

A matéria foi aprovada tão rapidamente quanto foi lida. Todos os pareceres favoráveis às emendas foram dados pela Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (Ceof), sem dificuldades, momentos antes da votação.

 

Fonte: Metrópoles

Foto: Rogaciano José/CLDF

 

BANNER INTERNAS SIDEBAR ACIMA ÚLTIMAS 1

Últimas

BANNER INTERNAS SIDEBAR ABAIXO ULTIMAS