Eucalipto estimula migração para MS; setor deve abrir 24 mil novas vagas nos próximos 7 anos

Segundo a Semadesc MS conta com 38 mil vagas em abertas e o setor florestal, tem impulsionado as contratações

O Mato Grosso do Sul vive um momento de pleno emprego técnico. Segundo dados recentes, o estado mantém a menor taxa de desocupação de longo prazo do Brasil, consolidando-se como um polo de atração para trabalhadores de todas as regiões, especialmente do Norte e Nordeste. No epicentro dessa transformação está o setor de celulose e silvicultura, que projeta a criação de 24 mil novas vagas até 2032.

A MS Florestal, empresa do grupo RGE, é um dos maiores termômetros desse crescimento. Entre junho de 2023 e o fim de 2025, a companhia saltou de 600 para 2.724 colaboradores, um crescimento de quase 358% em seu quadro fixo.

Embora a base da operação seja a silvicultura, o crescimento exigiu uma sofisticação do RH. Além de operadores de máquinas e plantio, a empresa recruta hoje pilotos de drone e especialistas em inteligência artificial para monitoramento de florestas. “A velocidade do nosso crescimento é desafiadora. Saímos de um modelo focado apenas em operação básica para uma diversidade enorme de cargos. Onde antes falávamos apenas em tratoristas, hoje contratamos tecnologia de ponta para garantir a produtividade e a sustentabilidade do eucalipto”, afirma Amanda Barrera, Gerente Sênior de RH da MS Florestal.

Segundo a projeção do IBGE, a população de Mato Grosso do Sul, atualmente estimada em 2,9 milhões, deve atingir os 3 milhões nos próximos 3 anos, entre as prováveis causas, as aberturas e novos postos de trabalho e, com isso, a migração de outros estados.

“O nosso maior desafio segue sendo a contratação de mão de obra. Há três anos éramos 600 colaboradores, agora somos mais de 2.700. E esse crescimento vem com qualificação de mão de obra, com programa estruturado de desenvolvimento da comunidade e com pessoas que vieram de outros estados e que estão participando e fazendo parte da nossa família aqui”, explica Amanda Barrera, Gerente Sênior de RH da MS Florestal.

“Temos quase 15% da nossa mão de obra com pessoas de outros estados, que estão aqui colaborando com esse crescimento e desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e ajudando a gente também a criar essa família dentro dos nossos valores e da nossa cultura”, completa a gerente.

Artur Falcette, Secretário de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), afirma que após reuniões com representantes de diversas cadeias produtivas de MS, as demandas que antes eram voltadas para infraestrutura (rodovias e energia elétrica), passaram a ser mão de obra e qualificação. “Isso deixa muito claro o momento que a gente vive, o estado que reduziu de forma bastante eficiente, com aplicação correta de recursos, o número de pessoas assistidas pelos programas sociais. E limitou essa aplicação de recurso àquelas pessoas que, de fato precisam, e que estão numa posição hoje, em que elas não conseguem nem acessar a oportunidade, mas que criou um fluxo muito grande de saída de pessoas dos programas sociais, para o mercado de trabalho”, explica o secretário.

“De forma linear, temos cerca de 38 mil vagas de emprego abertas que não são ainda preenchidas. Então, a gente precisa ter um olhar para as pessoas. Primeiro pela questão social, mas também pela questão da nossa capacidade de tirar esse indivíduo da condição que ele está hoje e deixá-lo disponível para a iniciativa privada”.

O movimento migratório é exemplificado por colaboradores como Cícero Gomes da Silva, auxiliar de campo, que trocou o Piauí pelo Mato Grosso do Sul há um ano. “A empresa para mim hoje é uma mãe. Ela proporciona um bom lugar, oportunidade de crescer e segurança em primeiro lugar. ‘Segurança não se negocia’ é nosso lema”, conta o colaborador.

Na retaguarda dessa operação gigante, profissionais como a nutricionista baiana Ludimilla Bastos garantem a estrutura necessária. Vinda da Bahia para atuar em Facilities Foods, ela é responsável por cuidar de toda a logística alimentar das equipes que operam no campo, garantindo energia e saúde para quem move a economia florestal. “Saí de Alagoinhas, com 188 mil habitantes, para morar em Bataguassu, com 28 mil pessoas. Deixei minha mãe e minha filha, que está na faculdade, e vim desenhar minha carreira. Acredito que a gente só evolui quando saímos da zona de conforto e vejo Mato Grosso do Sul com um desenvolvimento econômico muito forte”, explica.

Um dos grandes diferenciais da companhia é o investimento na comunidade local. Cerca de 80% da mão de obra de áreas como o plantio é recrutada nos próprios municípios onde a empresa opera, como Bataguassu e Água Clara. Através do programa de formação, o morador local é contratado em regime CLT desde o primeiro dia de treinamento.

Assim como na silvicultura, a suinocultura também tem atraído investimento e mão de obra em MS. Gabriela Hillesheim veio de Seara, Santa Catarina, para Dourados. “Me mudei para atuar em uma área que eu já tinha experiência, e posso dizer que estou muito feliz com a decisão. A região apresenta boas oportunidades de crescimento e desenvolvimento e tenho enxergado um cenário muito positivo e promissor para minha vida profissional. Vejo muitas oportunidades de expandir profissionalmente”.

Sobre a MS Florestal

A MS Florestal é uma empresa sul-mato-grossense que fortalece as atividades de operação florestal do Grupo RGE no Brasil, um conglomerado global com foco na manufatura sustentável de recursos naturais. Especializada na formação de florestas plantadas e na preservação ambiental, além do desenvolvimento econômico e social das comunidades onde atua, a MS Florestal participa de todas as etapas, desde o plantio do eucalipto até a manutenção da floresta. Para mais informações, acesse: www.msflorestal.com

 

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