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Projeto de Lei proíbe crianças de participar de esportes de alto risco

De iniciativa do deputado federal Zacharias Calil (MDB), dispositivo veda prática mesmo com autorização ou na companhia dos pais e prevê punições contra eventuais negligências

Um Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados veda a participação de crianças e adolescentes de atividades esportivas e recreativas de alto risco, mesmo com a autorização dos pais. A iniciativa, de autoria do deputado federal Zacharias Calil (MDB), ocorreu no momento em que vídeos nas redes sociais sobre o esporte radical conhecido como rope jump provocam polêmica acerca da negligência com a segurança ligada a tais práticas.

De acordo com o texto do PL 3.111/2026, também fica vedada a participação de crianças e adolescentes de práticas turísticas, comerciais, publicitárias e promocionais que impliquem alto risco. As condições e especificações tanto para a definição do que pode ser considerado arriscado ou as formas de enquadrar as iniciativas dentro dessa categoria serão especificadas pelo próprio texto do futuro dispositivo.

A movimentação parlamentar teve início na semana em que publicações nas redes sociais movimentaram os internautas. Nelas, adultos são filmados com crianças durante a prática do esporte radical conhecido como rope jump, no qual o praticante performa um salto a partir de pontes ou plataformas a grandes alturas com cordames presos aos pés. A prática ganhou contornos ainda mais polêmicos após a morte de uma jovem no interior do estado de São Paulo ao ser lançada do alto de uma ponte sem a corda amarrada aos pés.

Segundo o autor da iniciativa parlamentar, o PL deixa claro que nem mesmo a autorização dos pais ou responsáveis poderá permitir a exposição de crianças e adolescentes a risco extremo. “Também está prevista punição para quem promover, organizar, explorar, intermediar, divulgar comercialmente ou permitir esse tipo de atividade envolvendo menores”, explica Calil.

O deputado federal salienta ainda que, caso seja aprovado e entre em vigor, o dispositivo legal não significará qualquer tipo de empecilho às atividades comprovadamente seguras e regulares. “O objetivo não é impedir o esporte, mas proteger crianças e adolescentes de práticas incompatíveis com sua segurança e desenvolvimento. Continuam permitidas as atividades de iniciação, formação, treinamento, educação, participação ou rendimento, desde que compatíveis com a idade, realizadas em ambiente controlado, com supervisão técnica, equipamentos adequados e protocolos de segurança”, observa.

Fonte: Assessoria de imprensa – Deputado federal Zacharias Calil

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