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Arruda erra ao falar sobre BRB, e Celina expõe despreparo dos adversários para enfrentar crise do banco

Governadora rebate distorções sobre operação de R$ 6,6 bilhões, explica papel do FGC e afirma que adversários demonstraram desconhecimento sobre a situação do Banco de Brasília

Por Cláudio Ulhoa

A discussão sobre o BRB acabou revelando um problema ainda maior para os adversários de Celina Leão: a falta de domínio sobre uma das questões mais sensíveis envolvendo o Distrito Federal. Durante o debate, José Roberto Arruda tentou explorar politicamente a situação do banco, mas, segundo Celina, acabou misturando conceitos, valores e cenários completamente diferentes.

O principal erro apontado pela governadora está na interpretação dos R$ 6,6 bilhões discutidos na operação envolvendo o Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Celina explicou que o valor se refere a um empréstimo destinado a enfrentar a situação financeira do BRB. Arruda, porém, teria tratado a cifra como se representasse uma perda direta, confundindo a natureza da operação e demonstrando desconhecimento sobre o mecanismo apresentado para proteger a instituição.

Celina foi além e colocou uma pergunta simples no centro do debate: se existe a possibilidade de uma operação de R$ 6,6 bilhões para fortalecer o banco, por que permitir um cenário de liquidação que poderia gerar consequências financeiras muito maiores? Para a governadora, é justamente esse tipo de avaliação que exige responsabilidade, conhecimento técnico e capacidade de decisão, características que, em sua avaliação, faltaram aos adversários durante o confronto.

Outro ponto usado pela oposição foi a cobrança pela divulgação imediata do balanço do BRB. Celina rebateu a pressão e sustentou que determinadas decisões precisam respeitar a estratégia de recuperação financeira da instituição. Para ela, transformar cada etapa da crise em combustível eleitoral pode colocar em risco justamente o banco que os candidatos dizem querer defender.

O BRB não é uma empresa qualquer. A instituição está diretamente ligada à estrutura do Distrito Federal, presta serviços ao governo e mantém relação financeira com milhares de servidores e aposentados. Por isso, Celina argumenta que administrar a crise exige muito mais do que frases de efeito em debate eleitoral.

Enquanto os adversários tentavam marcar pontos políticos, Celina assumiu uma postura de quem está lidando diretamente com o problema. A diferença ficou evidente: de um lado, candidatos usando números sem compreender completamente a operação; do outro, uma governadora defendendo uma solução para preservar o banco e reduzir os riscos para Brasília.

Ao final, Celina resumiu o que considera ter ficado claro durante o debate: os adversários estão mais preocupados com a campanha do que com a solução da crise. E Arruda, ao errar a leitura sobre os R$ 6,6 bilhões e o papel do FGC, acabou oferecendo à própria Celina o argumento que ela precisava para questionar sua capacidade de voltar a comandar o Distrito Federal.

Fonte: DF Soberano

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