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Celina mira crime organizado e quer tecnologia para fechar o cerco nos presídios do DF

Governadora aposta em inteligência, fortalecimento da Polícia Penal e ressocialização para impedir que criminosos continuem comandando ações de dentro das cadeias

Por Cláudio Ulhoa

A governadora Celina Leão (PP) quer transformar tecnologia e inteligência em armas contra o crime organizado dentro dos presídios do Distrito Federal. A proposta é modernizar o sistema penitenciário, reforçar a atuação da Polícia Penal e ampliar mecanismos capazes de impedir comunicações ilícitas entre detentos e criminosos que estão do lado de fora.

O objetivo é atacar um problema que preocupa autoridades de segurança em todo o país: criminosos que, mesmo presos, conseguem manter contato com integrantes de organizações e participar de articulações externas. A estratégia defendida por Celina é endurecer o controle das unidades e ampliar o uso de ferramentas tecnológicas para dificultar que o sistema prisional seja utilizado como base de operações criminosas.

Mas a proposta não fica restrita ao endurecimento. Celina também pretende fortalecer a Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), ampliando oportunidades de trabalho, capacitação profissional e ressocialização. A ideia é estabelecer duas linhas simultâneas: rigor para quem tenta continuar no crime e oportunidade para quem realmente busca reconstruir a vida depois de cumprir a pena.

Outro eixo defendido pela governadora é ampliar a integração do GDF com o sistema de Justiça, fortalecendo mecanismos de conciliação e buscando soluções administrativas antes que determinadas demandas acabem nos tribunais. Áreas como saúde também poderão ter maior articulação com o Judiciário para reduzir conflitos e acelerar respostas ao cidadão.

Com a proposta, Celina coloca segurança, inteligência e ressocialização no mesmo pacote. O desafio será transformar o planejamento em resultados mensuráveis, mas a direção apresentada é clara: fortalecer quem combate o crime, fechar as brechas existentes dentro dos presídios e evitar que uma condenação no papel permita que criminosos continuem dando ordens do lado de dentro das grades.

Fonte: DF Soberano

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