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Energia solar amplia atuação de integradores e distribuidores no país

Expansão da geração distribuída aproxima energia e segurança eletrônica e amplia oportunidades de mercado

A expansão da energia solar no Brasil vem criando novas oportunidades para distribuidores de tecnologia e empresas de segurança eletrônica. O crescimento da geração distribuída aproxima setores que antes atuavam de forma independente e amplia a demanda por soluções integradas em residências, empresas e propriedades rurais.

Dados do Balanço Energético Nacional 2026, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostram que a geração solar fotovoltaica alcançou 88,1 terawatts-hora em 2025, alta de 24,7% em relação ao ano anterior. A capacidade instalada chegou a 64,8 gigawatts, crescimento de 33,7%.

A micro e minigeração distribuída também avançou. A capacidade instalada passou de cerca de 36,2 para 45 gigawatts entre 2024 e 2025. Segundo a EPE, a energia solar respondeu por 97,5% dessa modalidade de geração e poderá atender cerca de 9,5 milhões de consumidores até 2035.

Para Cláudio Mohn França, CEO da Sol Atacadista da Tecnologia, esse cenário amplia o espaço para empresas que já atuam com infraestrutura, conectividade e segurança eletrônica. Segundo ele, a energia solar deixou de ser um mercado isolado e passou a integrar projetos mais completos, capazes de reunir geração de energia, monitoramento e conectividade.

“O mercado está cada vez mais integrado. O cliente busca soluções completas e isso abre espaço para que distribuidores e integradores ampliem sua atuação sem deixar de lado a especialização técnica”, afirma Mohn França.

Na prática, a mudança já chega aos integradores responsáveis por câmeras, alarmes, controle de acesso e redes. Em muitos projetos, os sistemas fotovoltaicos passaram a alimentar equipamentos instalados em locais distantes da rede elétrica ou a reduzir o consumo de estruturas que funcionam continuamente.

Segundo Gustavo Oliveira, gerente comercial nacional da Sol Atacadista da Tecnologia, muitos desses profissionais já dominam instalações elétricas e infraestrutura, mas ainda precisam aprofundar conhecimentos sobre geração e armazenamento de energia para atender à nova demanda.

“O avanço do mercado de energia solar vem abrindo uma frente natural para integradores que já atuam com segurança eletrônica, conectividade e infraestrutura. Embora esses profissionais tenham boa experiência em instalação e manutenção, ainda é necessário ampliar o conhecimento sobre geração, armazenamento e dimensionamento dos sistemas fotovoltaicos”, diz.

Cláudio Mohn França avalia que, diante da expansão da geração distribuída, o papel dos distribuidores também mudou. Além do fornecimento de equipamentos, eles passaram a apoiar os parceiros na especificação dos projetos, na compatibilidade entre componentes e na capacitação técnica, fatores que influenciam diretamente o desempenho e a confiabilidade das instalações.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Por Mia Andrade

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