A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro entrou no radar do Tribunal Superior Eleitoral em duas frentes nesta semana. Uma delas envolve a chamada “TV Celular”, plataforma de vídeos ligada ao candidato. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao TSE a suspensão do canal, alegando que parte do conteúdo não apresenta identificação clara de propaganda eleitoral. Segundo a representação, somente 15 dos 883 vídeos analisados exibiriam informações explícitas sobre candidato, partido e vice. O pedido ainda aguarda decisão do tribunal e está sob relatoria do ministro André Mendonça.
Em outra decisão, o ministro Nunes Marques determinou a retirada, em até 24 horas, de um vídeo publicado pela campanha de Lula que fazia referência a Flávio Bolsonaro e ao caso Banco Master. A medida tem caráter liminar e foi noticiada como resultado de um pedido apresentado pela campanha do senador. A decisão trata da permanência do conteúdo no ar e não representa, por si só, conclusão definitiva sobre as alegações mencionadas na peça publicitária.
No campo das pesquisas, o Datafolha divulgou que uma nova rodada do levantamento presidencial seria apresentada nesta quinta-feira (24), a dez dias do primeiro turno marcado para 4 de outubro. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-00304/2026, ouviu 2.002 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A rodada anterior, publicada em 17 de setembro, apontou Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, os percentuais foram de 46% para Lula e 44% para Flávio, dentro da margem de erro informada pelo instituto.
Os episódios mostram que a campanha de Flávio Bolsonaro segue envolvida simultaneamente em disputas judiciais sobre propaganda digital e na divulgação de novos levantamentos eleitorais. Os pedidos apresentados ao TSE ainda dependem de análise e decisão definitiva, enquanto os números de pesquisas representam o cenário apurado no período de entrevistas e não constituem previsão do resultado final.




