A nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25) manteve o cenário de forte proximidade entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro na corrida presidencial. De acordo com os dados publicados, Lula aparece com vantagem numérica de dois pontos percentuais sobre o senador no primeiro turno. O levantamento foi realizado entre 22 e 24 de setembro, com 2.002 eleitores, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A diferença registrada está dentro da margem de erro informada pelo instituto. Por isso, o resultado deve ser interpretado como um retrato do momento da coleta, e não como uma previsão do resultado das urnas. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, e ainda há período de campanha, debates e propaganda eleitoral pela frente.
Os números mais recentes se somam a outros levantamentos divulgados nos últimos dias. Pesquisa AtlasIntel citada pela Reuters apontou empate estatístico entre Lula e Flávio em uma simulação de segundo turno. Já a pesquisa Palver, divulgada em 21 de setembro, registrou Flávio numericamente à frente no primeiro turno, com 42%, contra 41% de Lula; o levantamento ouviu 5 mil participantes entre 15 e 18 de setembro e apresentou margem de erro de 2,8 pontos percentuais.
Além da disputa nas pesquisas, Flávio Bolsonaro continua envolvido em discussões sobre propostas de campanha. Nos últimos dias, o candidato afirmou que pretende manter o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo federal, embora tenha criticado o momento da divulgação da medida. Segundo informações publicadas sobre o tema, o benefício mínimo passaria de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, caso o reajuste seja aplicado conforme anunciado. A campanha também se distanciou de uma ação apresentada por um aliado no Tribunal Superior Eleitoral para tentar suspender o aumento; o pedido foi rejeitado.
O ambiente eleitoral também registra disputas relacionadas à propaganda e ao uso de conteúdo digital. Um levantamento do Observatório IA nas Eleições apontou a participação de políticos e partidos na circulação de materiais produzidos ou alterados com inteligência artificial durante a pré-campanha, citando Flávio Bolsonaro entre os nomes mencionados. A análise trata da presença e da circulação desses conteúdos, mas não equivale, por si só, a uma conclusão judicial sobre responsabilidade individual ou irregularidade em cada publicação.
Por Gilvan Afonso




