Durante o programa eleitoral veiculado no rádio nesta segunda-feira (19), Celina Leão defendeu a manutenção dos recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e apresentou propostas para ampliar a estrutura de saúde e os serviços destinados a famílias de pessoas com deficiência.
A candidata contou com a participação das senadoras Damares Alves, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, que manifestaram apoio à defesa dos recursos federais destinados ao DF.
Celina afirmou que o Fundo Constitucional é fundamental para financiar serviços de educação, saúde e segurança pública. No programa, também acusou o PT de tentar alterar negativamente a forma de reajuste dos recursos em diferentes ocasiões. Essa afirmação deve ser entendida como uma declaração política da candidata; a propaganda não apresentou, no trecho divulgado pela reportagem, o detalhamento das propostas legislativas às quais ela se referia.
Na área da saúde, a governadora declarou que pretende avançar com projetos para hospitais especializados em câncer e doenças raras, além de uma unidade ortopédica. Segundo ela, a licitação do Hospital do Câncer seria assinada naquele momento, enquanto o projeto do Hospital de Doenças Raras teria início previsto para janeiro.
A candidata também citou a Casa da Mãe Atípica, voltada ao acolhimento de mulheres que cuidam de pessoas com deficiência ou necessidades específicas, e mencionou a existência de dois centros de referência para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Ela afirmou que pretende ampliar esse tipo de atendimento para todas as regiões administrativas.
As declarações misturam iniciativas já existentes com projetos futuros. Por isso, a avaliação das propostas exige distinguir serviços em funcionamento, procedimentos administrativos ainda em andamento e compromissos para um eventual novo mandato.
No caso dos hospitais, será necessário acompanhar a publicação dos editais, a contratação das obras, o financiamento e os cronogramas de execução. Para os centros de referência, a expansão anunciada também dependerá da disponibilidade de equipes, instalações e recursos.
Por Gilvan Afonso




