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Após passagem pelo Maranhão e Pará, 1ª Mostra de Imagem em Movimento (MAPA) leva memória ferroviária para Brasília (DF)

O ‘Festival MAPA’ nas cidades conclui a penúltima etapa da ‘Mostra de Imagem em Movimento’ (MAPA), que avança para a Casa da Cultura da América Latina (CAL), em Brasília (DF), entre os dias 9 e 31 de julho.

Colorindo as “Onze Janelas” da Praça Frei Brandão (PA), a penúltima parada da 1ª Mostra de Imagem em Movimento (MAPA) reuniu centenas de pessoas em uma festa aberta e gratuita, movimentando as praças das capitais dos estados que a Estrada de Ferro Carajás (EFC) cruza.

Após a primeira parada em São Luís (MA), mobilizando as praças Nauro Machado e Valdelino Cécio, a mostra desembarcou no coração do Pará – em um espetáculo gratuito de arte contemporânea pelos trilhos da Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Divulgação – Créditos: Estúdio Estilingue – Maranhão

Sucesso de público, o Festival MAPA coloriu as fachadas de prédios históricos com imagens em movimento, além de instalações interativas, DJs, intervenções sonoras e visuais, convidando crianças, jovens e adultos a se reconhecerem e dialogarem sobre a memória e cultura local dentro do cenário da Estrada de Ferro Carajás. Ao todo, a exibição do MAPA projetou mais de quatro mil metros quadrados de arte, cultura e histórias ferroviárias nos espaços públicos.

“A recepção do público mostrou muito um olhar de curiosidade para essa linguagem da videoarte. Ao mesmo tempo que a gente explora essas possibilidades, de uma narrativa que não é cinema, traz para essa potência de discutir a própria história da ferrovia”, comenta Dinho Araújo, artista plástico e participante do MAPA.

Dentro da grade, o MAPA trouxe mais de oito horas de programação audiovisual, ao longo de quatro noites do evento, com dez artistas selecionados do eixo Maranhão–Pará. A mostra exibiu imagens, animações e vídeos em edifícios históricos, na assinatura de Acaique, Bárbara Savannah, Dinho Araújo, Ícaro Matos, Inke, Juruna, Leonardo Venturieri, Rafa Cardozo, Ramusyo Brasil e Silvana Mendes.

Divulgação – Créditos: Estúdio Estilingue – Belém

“Pela primeira vez, aos quase quarenta e oito anos, eu tive a oportunidade de trabalhar com algum recurso, de trabalhar com equipe, uma ideia geradora e de tudo que vem a partir daí”, destaca o artista visual Ramusyo Brasil.

Para redesenhar o MAPA das memórias ferroviárias, os artistas utilizaram colagens, fotografias, pinturas digitais e videoartes, que resultaram na produção de dez curtas: Tudo é correnteza, de Rafa Cardozo; Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah; Travessia, de Ícaro Matos; Todo trajeto, também é um rio, de Juruna; Alvorada e Fuga, de Leonardo Venturieri; Uma Casinha no Trilho, de Acaique; História da Terra, de Dinho Araújo, Frágil Dureza, de  Inke; Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil e Sol de Meio Dia, por Silvana Mendes.

“Eu vim para poder ver o trabalho, projetado, gigantesco, falando sobre  a minha família. E a minha mãe olhou e veio comigo. E aí eu fico assim, gente, nunca imaginei que nesse recorte desse mesmo espaço que atravessa aquela avenida, eu estaria com outra concepção de história de vida”, lembra Silvana Mendes.

A presença da cena artística e alternativa nos Centros Históricos foi outro destaque da mostra. Além do público presente, atrações como o Bumba Meu Boi de Maracanã, DJ Gabi Leão, Nat Esquema, Bixo Selecta, Carimbó Selvagem e o coletivo Acorda Pedreira, ampliaram o diálogo entre performance, arte urbana, música e memória popular nas cidades.

Divulgação – Créditos: Estúdio Estilingue – Belém

A comunidade artística do MAPA também se mobilizou em torno de pesquisas, mapeamentos, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras, traçando um percurso desde agosto de 2025, onde reuniu cerca de 184 inscritos em seu Ano I. “É a primeira vez que eu realmente me sinto artista, valorizado como artista, fazendo um trabalho de arte”, conta Inke, artista visual de São Luís do Maranhão.

Durante a execução dos festivais, o projeto impulsionou a economia criativa local por meio da contratação de 40 empresas e da participação direta de mais de 230 profissionais, artistas, técnicos, produtores e prestadores de serviço. O movimento fortaleceu redes culturais, ampliou oportunidades de geração de renda e promoveu a circulação de recursos nos territórios envolvidos, consolidando a cultura como vetor de desenvolvimento social, econômico e humano.

Divulgação – Créditos: Estúdio Estilingue – Maranhão

Última estação! MAPA chega a Brasília (DF) entre os dias 9 e 31 de julho

O projeto que ressignificou 892 quilômetros de memórias, histórias, passageiros e estações comunitárias se prepara para uma galeria especial na Casa da Cultura da América Latina (CAL), em Brasília (DF), entre os dias 9 e 31 de julho. Após as paradas pelos estados do Maranhão e Pará, a última estação do MAPA segue para o Centro-Oeste, onde o acervo ganhará uma nova roupagem.

“O MAPA nasceu como um programa curatorial, que entende a videoarte como uma linguagem livre, acessível e descentralizada. Diferente do cinema tradicional, que exige grandes estruturas, orçamentos robustos e múltiplas equipes técnicas, a videoarte expande o campo de expressões. Com um celular na mão e uma ideia potente, esses artistas puderam criar, se expressar e entrelaçar os diversos destinos que culminaram nesses 40 anos da EFC. Trata-se de trabalhos de arte que misturam contemporaneidade e ancestralidade, enraizada nas memórias afetivas das comunidades ferroviárias e que extrapolam os espaços institucionais; transformando muros, fachadas, vias públicas, corpos e caminhos. Estamos ansiosos para a chegada em Brasília. Nos vemos lá!”, explica o coordenador-geral e curador do projeto, João Pacca.

A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento é realizada pela OPACCA Produção de Imagem, com articulação e parceria da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), e é uma iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O MAPA tem João Pacca como curador e coordenador geral do projeto, Sylvia Morgado como curadora assistente e Eduardo Berardinelli como assistente de curadoria. A mostra também recebe a expertise de Koba, gestor de comunicação; Rapha Dutra, coordenadora de Comunicação; Adriele Martins com redação; e Rafael Casales e João Moura no design. Preto Filho como coordenador de projeto e de produção; Breno Lenhard, produtor técnico; Rodrigo Mazzaro, arquitetura e expografia; o time de Fernanda Junqueira, relacionamento institucional; Edmar Bernardes, gestão financeira; Flávia Junqueira, Jasmine Giovannini, Lygia Peçanha, Breno Andrade e Luana Klautau na produtora executiva e produção local.

Fonte: Assessoria de imprensa – Criativos.pr

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