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Oficina gratuita de grafite no IFB celebra 10 anos de carreira da artista urbana Siren

Ação formativa reúne estudantes do Instituto Federal de Brasília e antecipa exposição inédita com cerca de 60 obras da artista no Espaço Cultural Renato Russo, que deverá ocorrer em outubro

A arte urbana como ferramenta de transformação social, formação cultural e ocupação criativa da cidade. É com essa proposta que a artista visual e grafiteira brasiliense Camilla Santos, conhecida como Siren, realiza a oficina gratuita Spray na Prática, destinada a estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Taguatinga. A atividade, que será realizada nesta terça-feira (16), das 14h às 18h, integra o projeto Fantasia Concreta, que celebra os 10 anos de trajetória da artista e antecede uma grande exposição inédita no Espaço Cultural Renato Russo.

Com carga horária de quatro horas e certificação para os participantes, a oficina oferecerá uma imersão prática nas técnicas do grafite em spray. O objetivo é aproximar jovens e adultos da cultura hip-hop e incentivar a criatividade, a expressão artística e novas possibilidades de atuação profissional no campo da economia criativa.

Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas”

Fernando Modesto, secretário de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal

“O apoio do Fundo de Apoio à Cultura permite que projetos como este alcancem a população de forma concreta, promovendo formação, inclusão e acesso à arte. Ao conectar educação, cultura e economia criativa, a iniciativa contribui para fortalecer a cena artística do Distrito Federal, valorizar a cultura urbana e criar novas oportunidades para jovens e artistas. Esse é um compromisso permanente da Secretaria de Cultura e Economia Criativa: ampliar o acesso à produção cultural e estimular a diversidade de expressões que compõem a identidade da nossa cidade”, afirma o gestor da pasta, Fernando Modesto.

A ação formativa marca o início de um projeto mais amplo, que inclui a exposição Fantasia Concreta, prevista para ocupar a Galeria Rubens Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo, com aproximadamente 60 obras inéditas produzidas por Siren ao longo de uma década de pesquisa e intervenções urbanas. A mostra reunirá telas, bordados, objetos, instalações interativas e experimentações em diferentes suportes, convidando o público a uma experiência sensível sobre afeto, imaginação e pertencimento nos espaços urbanos.

A arte de ampliar horizontes e despertar sensibilidades

Na obra de Siren, destacam-se mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território

Reconhecida por retratar mulheres fortes e resilientes em conexão com a natureza e o território, Siren construiu uma trajetória de destaque na arte urbana brasileira desde 2014. Entre os marcos de sua carreira estão o Prêmio Cultura Brasília 60, concedido pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), e a publicação do livro Siren Concreta, lançado em versões bilíngue e em Braille.

“Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão”

Siren, artista plástica e grafiteira

“O grafitti transformou a forma como eu vejo e me relaciono com a cidade, e acredito profundamente na capacidade que a arte tem de ampliar horizontes, despertar sensibilidades e criar novas possibilidades de existência”, avalia Siren. “Levar essa experiência aos estudantes do IFB é uma forma de devolver ao Distrito Federal parte de tudo o que construí e vivi nesses anos, contribuindo para que novos artistas e agentes culturais encontrem também seus próprios caminhos de expressão”, enfatiza.

Além da exposição e da oficina, o projeto prevê a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do Distrito Federal, ampliando a presença da arte urbana em equipamentos públicos e fortalecendo o patrimônio cultural da cidade. Também será realizada uma campanha de arrecadação de materiais artísticos durante o período expositivo, destinada ao IFB Campus Taguatinga, com o objetivo de incentivar a continuidade de atividades criativas e formativas junto aos estudantes.

A iniciativa se destaca ainda pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. Todas as obras da exposição contarão com audiodescrição por meio de QR Codes, haverá atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento, materiais acessíveis na oficina e presença de intérprete de Libras quando necessário. O projeto também reforça políticas de equidade de gênero e diversidade, sendo conduzido por uma equipe majoritariamente feminina e inclusiva.

*Com informações da Secec-DF

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