Parque Tecnológico de Robótica é inaugurado com mais de mil vagas para estudantes da rede pública

Projeto é desenvolvido com investimento de cerca de R$ 2,2 milhões e atende escolas de Ceilândia, Itapoã e Estrutural

Mais de mil estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal conhecerão o mundo da ciência e tecnologia por meio do Parque Tecnológico de Robótica de Brasília (PaTec), inaugurado nesta quinta-feira (7). Localizado no Setor Comercial Sul (SCS), o projeto é desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto Eixos de Gestão, com investimento de cerca de 2,2 milhões.

Nesta etapa inicial, com duração de oito meses, são atendidos estudantes de três escolas públicas cívico-militares de Ceilândia, Itapoã e Estrutural, selecionadas pela Secti-DF e secretarias de Segurança Pública (SSP-DF) e de Educação (SEEDF), com foco em regiões em situação de vulnerabilidade e com baixos índices de desenvolvimento social. Os participantes terão acesso a conteúdos de robótica educacional, programação, pilotagem de drones e cultura maker.

O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto Eixos de Gestão, com investimento de cerca de 2,2 milhões | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

Durante a inauguração, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, explicou que o objetivo é fortalecer os jovens talentos. “A expectativa é dar oportunidade aos alunos da rede pública de conhecerem a robótica, que hoje já é vivida na iniciativa privada. A ideia é trazer também para as escolas públicas, para os alunos poderem participar de olimpíadas de robótica e até mesmo tocarem um projeto futuro, uma profissão futura”, comentou.

No caso do ensino sobre robótica educacional, os alunos passarão por três fases: estruturação do protótipo, programação e testes. O presidente do Instituto Eixos de Gestão, Gustavo Araújo, afirmou que o espaço foi montado para oferecer todos os recursos necessários para o processo e garantir que os alunos absorvam as técnicas. “O parque tecnológico foi formatado em quatro salas, sendo duas salas makers, em que temos a parte de oficinas e workshops, uma sala com a pista para robôs — que é a melhor pista do Centro-Oeste para Olimpíada de Robótica, e uma sala para drones”, detalhou.

“A expectativa é dar oportunidade aos alunos da rede pública de conhecerem a robótica, que hoje já é vivida na iniciativa privada”, destacou Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF

Hub de inovação, o projeto visa estimular o protagonismo juvenil e preparar os estudantes para as profissões do futuro. O diretor técnico João Victor Pinheiro é exemplo do impacto positivo da tecnologia. “Estudei em uma escola pública de Sobradinho, onde a gente desenvolvia robótica e fui campeão olímpico diversas vezes. Depois abri meu próprio negócio de robótica”, contou ele, que é responsável por um dos robôs usados em sala de aula. “Desenvolvemos a inteligência artificial que roda dentro do robô, dando um toque mais humanizado. Nele, temos a tecnologia da impressão 3D, da robótica e da eletrônica: conceitos que os alunos vão aprender aqui e vão conseguir aplicar para diferentes áreas”, explica.

Outra representante da importância do ensino de tecnologia é a aluna da rede pública Sarah Serafim, 17. Medalhista em diversas competições, ela reconhece a robótica como sinônimo de oportunidade e transformação social. “Quando a gente traz a tecnologia para as escolas, não é só uma questão de otimizar o país, mas também de dar uma perspectiva de futuro. A robótica abre os horizontes das pessoas”, pontua. “Eu mesma não imaginava o tanto de portas que a robótica poderia abrir. Hoje sei que conseguimos ser engenheiros mecânicos, cirurgiões robóticos, são várias áreas de atuação.”

A inauguração do projeto reuniu estudantes do Centro Educacional 1 da Estrutural, que deram os primeiros passos na jornada de aprendizado. Um deles foi Bryan Victor de Caldeira, 12. “Acho interessante a evolução do ser humano com a inteligência, fazendo coisas robóticas”, disse o menino. “Tô animado com o curso, não sei explicar o motivo em si, mas é bem divertido ver e conhecer essas coisas.”

“Eu mesma não imaginava o tanto de portas que a robótica poderia abrir. Hoje sei que conseguimos ser engenheiros mecânicos, cirurgiões robóticos, são várias áreas de atuação”, diz a estudante Sarah Serafim

Hub de inovação

Pensado para oferecer uma experiência imersiva no mundo da tecnologia, o PaTec é composto por um auditório multiuso, laboratórios e uma arena inspirada nos desafios da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), voltada às atividades práticas e competições educacionais. Os ambientes foram equipados com kits de robótica de última geração, computadores gamers, dispositivos tecnológicos, entre outros recursos.

Atualmente, o projeto conta com seis instrutores de robótica e uma equipe multidisciplinar para execução e suporte das atividades, com profissionais das áreas administrativa, pedagógica, comunicação, marketing, apoio operacional, transporte e arquitetura. As aulas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, no vespertino. As escolas vão ao local em dias alternados. Os participantes contam com transporte diário até o PaTec e oferta de lanche antes do retorno às residências.

“O parque tecnológico foi formatado em quatro salas, sendo duas salas makers, em que temos a parte de oficinas e workshops, uma sala com a pista para robôs — que é a melhor pista do Centro-Oeste para Olimpíada de Robótica, e uma sala para drones”, conta Gustavo Araújo, presidente do Instituto Eixos de Gestão

Ao final da jornada, haverá entrega de certificado de participação aos concluintes e serão selecionados alunos para integrar o Time PaTec de Robótica, voltado à preparação para competições internas e externas. Estes também vão receber certificação de iniciação em Robótica, agregando formação complementar aos currículos acadêmicos.

O investimento aplicado no projeto é proveniente de emenda parlamentar dos deputados Thiago Manzoni, Joaquim Roriz Neto, Pastor Daniel de Castro e Eduardo Pedrosa. O valor foi destinado à ampliação do acesso à educação tecnológica e ao fortalecimento das políticas públicas de inovação no DF.

BANNER INTERNAS SIDEBAR ACIMA ÚLTIMAS 1

Últimas