Uma ocorrência registrada na noite de quinta-feira (15), em Ceilândia Norte, passou a integrar os episódios sob apuração relacionados à campanha eleitoral do Distrito Federal.
De acordo com informações divulgadas pelo Acorda DF, dois jovens de 19 anos foram contidos por moradores enquanto colavam cartazes de conteúdo político em uma parada de ônibus na QNN 17, no Setor N. A Polícia Militar foi acionada, e os envolvidos foram encaminhados à 15ª Delegacia de Polícia. No local, foram apreendidos cartazes, um pulverizador e recipientes com cola.
Segundo o boletim de ocorrência citado pela reportagem, os dois jovens admitiram ter produzido e instalado o material e disseram que agiram por conta própria, sem vínculo com partidos políticos.
Celina Leão classificou a situação como crime e atribuiu a responsabilidade política pelo episódio ao adversário na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Essa acusação, entretanto, não foi acompanhada de comprovação de que a campanha de Leandro Grass tenha organizado ou financiado a ação.
A reportagem também registra versões divergentes sobre a abordagem dos jovens. Eles afirmaram ter sido intimidados e agredidos pelas pessoas que os contiveram, enquanto um apoiador voluntário de Celina negou as agressões. As circunstâncias ainda dependem de apuração.
O delegado responsável não determinou prisão em flagrante por dano ao patrimônio público, uma vez que não havia perícia que comprovasse prejuízo às estruturas da parada. Foi solicitado exame do local, e o material foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal para avaliação de possível irregularidade eleitoral.
A legislação eleitoral restringe a propaganda em equipamentos urbanos, incluindo paradas de ônibus. A eventual aplicação de sanções dependerá da análise das autoridades competentes.
O caso reforça a necessidade de investigar a autoria e as circunstâncias do episódio sem atribuir responsabilidade partidária antes da existência de provas.
Por Gilvan Afonso




