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Pontes para o Mundo aplica provas que definirão 400 intercambistas da rede pública

Após levar estudantes ao Reino Unido em 2025, programa da SEEDF amplia vagas e destinos internacionais na segunda edição

O programa Pontes para o Mundo, da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), deu mais um passo para levar estudantes da rede pública a uma experiência internacional. Neste fim de semana, candidatos da segunda edição participaram das provas de proficiência em língua estrangeira, etapa decisiva do processo seletivo que escolherá 400 intercambistas para estudar no Canadá, França, Espanha e Reino Unido. Em 2025, a primeira edição beneficiou 101 estudantes, que realizaram intercâmbio no Reino Unido. Neste ano, a Secretaria ampliou o programa, quadruplicando o número de vagas e expandindo os destinos oferecidos.

As provas foram aplicadas simultaneamente em 13 das 14 Coordenações Regionais de Ensino (CREs), mobilizando milhares de candidatos. De acordo com o coordenador do programa Pontes para o Mundo, David Nogueira, 1.127 estudantes realizaram o exame no primeiro dia, o equivalente a 99,8% dos inscritos nesta etapa.

“Hoje é uma prova de língua estrangeira, então temos exames de inglês, francês e espanhol, a depender da escolha que o estudante fez. É uma prova de proficiência que mede a capacidade de leitura, de fala, de escrita e de interpretação. São quatro habilidades nas quais o estudante é testado durante uma hora para sabermos o nível em que ele está. Aqueles que obtiverem as melhores notas serão os escolhidos”, explicou Nogueira.

O coordenador ressaltou ainda que estudantes com necessidades educacionais especiais, que necessitam de tempo extra, ou que precisaram justificar a ausência, realizaram a avaliação no dia seguinte, em polo concentrado no Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro.

Preparação e suporte integral

O Pontes para o Mundo é uma iniciativa do Governo do Distrito Federal executada pela Secretaria de Educação (SEEDF) para ampliar as oportunidades educacionais dos estudantes da rede pública por meio de uma experiência internacional de formação acadêmica e cultural. Além da bolsa de estudos, os intercambistas recebem suporte completo, incluindo preparação antes do embarque, acompanhamento pedagógico e psicológico e todo o apoio necessário durante a experiência no exterior.

Presente nos locais de aplicação para dar as boas-vindas aos candidatos, a secretária de Educação interina, Iêdes Soares Braga, destacou a ampliação do programa e procurou tranquilizar os jovens.

“Estamos hoje aqui acompanhando o primeiro dia de prova de proficiência dos nossos estudantes, candidatos a participar da segunda edição do Pontes para o Mundo. Este ano, vamos levar nossos alunos para países como Canadá, França, Espanha e Reino Unido, ampliando o alcance do programa e as oportunidades para os estudantes de nossa rede”, celebrou a secretária.

A gestora aproveitou o momento para oferecer apoio emocional aos alunos momentos antes do exame.

“Desejamos muito sucesso, porque essa é, de fato, uma experiência transformadora na vida de cada um. É natural que a gente fique tenso ao ser avaliado, mas não se preocupem. É uma avaliação como a da escola. Fiquem tranquilos para fazerem uma boa prova e que saiam daqui muitos selecionados”, incentivou Iêdes.

Expectativas e mobilização escolar

O engajamento das unidades escolares tem sido um diferencial na preparação dos candidatos. Nas escolas, professores de idiomas e equipes gestoras organizaram grupos de estudo e horários dedicados para auxiliar os estudantes.

Pedro Miguel Sales Rocha, de 16 anos, aluno do Centro Educacional do Lago (CEL), concorre a uma vaga para o Canadá e relatou o clima de colaboração. “Os professores vêm nos cobrando para estudar e, às vezes, disponibilizam horários para conseguirmos praticar nossa língua, seja inglês, espanhol ou francês. Toda a escola está empenhada nisso porque, no ano passado, uma aluna conseguiu passar para o Reino Unido e influenciou a escola toda. A direção e a coordenação estão sempre nos ajudando”, contou Pedro.

Colega de regional, Matheus Ribeiro, de 16 anos, também estudante do Centro Educacional do Lago (CEL), destacou o apoio recebido durante a preparação.

“Vim me preparando há uns dois meses, mas peguei firme mesmo na última semana. Tivemos muita influência e vários professores ajudando, principalmente os de línguas. Conheço muita gente da minha escola que está aqui fazendo a prova e estou confiante de que vai dar certo”, afirmou.

Ao fim da avaliação, o sentimento predominante entre os candidatos era de alívio e expectativa pelo resultado. Para a estudante Luana Sousa, a prova esteve de acordo com o conteúdo estudado.

“Achei a prova muito bem explicada e num nível razoável. A parte de fala e a de escrita também achei muito tranquilas. Tirei um peso das costas depois de ter feito a prova. Estou muito feliz de ter conseguido responder tudo e estou confiante”, avaliou a jovem.

*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

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