José Roberto Arruda tenta convencer o eleitor de que mudou. No entanto, as companhias e os símbolos que cercam sua campanha contam uma história bem diferente.
O ex-governador apareceu ao lado do advogado Willer Tomaz, apontado como um dos principais financiadores e articuladores de seu projeto político ao Governo do Distrito Federal.
Willer foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal durante uma fase da Operação Sem Desconto, investigação relacionada ao esquema de descontos ilegais aplicados contra aposentados e pensionistas do INSS. A defesa afirma que ele não integra o esquema e que a medida ocorreu em razão da utilização de uma aeronave de sua propriedade. Ele não foi condenado e tem direito à defesa.
Mas o fato político é grave: não se trata de um apoiador distante, mas de uma pessoa apontada como participante central da organização e do financiamento da campanha de Arruda.
Para completar a cena, Arruda e Willer foram vistos em uma Cadillac Escalade S PL 600, modelo 2024/2025. Veículos semelhantes são anunciados no Brasil por valores próximos de R$ 1,9 milhão e, dependendo da configuração, podem superar R$ 2 milhões.
Não há comprovação de que o carro pertença a Arruda ou a Willer. Entretanto, a imagem de uma campanha cercada por luxo e articulada por um homem alcançado por uma operação da PF exige explicações.
Quem disponibilizou o veículo? Quem financia essa estrutura? Qual é exatamente o papel de Willer Tomaz no projeto de Arruda?
Arruda mudou ou apenas trocou o discurso, manteve os mesmos métodos de articulação e passou a circular em uma Cadillac de R$ 2 milhões?
Acorda, Brasília. Para quem promete renovação, o velho modelo de poder parece continuar bem acomodado no banco de uma SUV milionária.
Fonte: DF Soberano
Por Cláudio Ulhoa




