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Pesquisas oscilam entre empate técnico e vantagem de Lula; decisões judiciais voltam a atingir conteúdos sobre Flávio Bolsonaro

Levantamentos divulgados em 29 de setembro mostram cenários diferentes para o primeiro turno e para uma eventual segunda rodada

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro registrou novas movimentações nesta terça-feira (29), com a divulgação de pesquisas eleitorais e decisões judiciais envolvendo conteúdos relacionados ao candidato. Os levantamentos mais recentes apresentam resultados distintos, o que reforça a necessidade de observar a metodologia, a data da coleta e a margem de erro de cada instituto.

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira apontou Luiz Inácio Lula da Silva com 45,3% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 42,2%. O levantamento ouviu 5.005 pessoas entre 23 e 28 de setembro, por meio de recrutamento digital aleatório, e informou margem de erro de um ponto percentual. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o resultado foi classificado como empate técnico.

Também nesta terça, pesquisa Palver registrou Lula e Flávio empatados em 44% no primeiro turno. O levantamento foi realizado pela internet entre 24 e 27 de setembro, com 5 mil participantes e margem de erro de 2,4 pontos percentuais. No cenário de segundo turno citado pela pesquisa, Flávio apareceu com 47% e Lula com 45%; a diferença deve ser analisada dentro dos limites estatísticos informados pelo instituto.

No Grande ABC, levantamento Real Time Big Data divulgado na segunda-feira (28) indicou empate entre Lula e Flávio em uma simulação de segundo turno. Já na Bahia, outro levantamento do mesmo instituto apontou vantagem de Lula sobre Flávio nesse cenário, com 64% contra 28%. A pesquisa baiana ouviu 1.600 eleitores entre 23 e 26 de setembro e informou margem de erro de dois pontos percentuais. Os resultados regionais não podem ser extrapolados automaticamente para o conjunto do eleitorado brasileiro.

Na esfera judicial, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu decisão anterior do ministro Flávio Dino que havia permitido a manutenção de publicações associando o candidato a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Com a nova decisão, voltou a valer a ordem do Tribunal Superior Eleitoral para remoção dos conteúdos. Flávio Bolsonaro negou a acusação e classificou as publicações como desinformação. O caso ainda deverá ser analisado pelo plenário do STF.

A campanha também apresentou ao TSE uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Lula e Geraldo Alckmin. Segundo a reportagem, a iniciativa foi protocolada na segunda-feira (28); os fundamentos e os pedidos serão analisados pela Justiça Eleitoral conforme o rito processual aplicável. A apresentação da ação não representa decisão sobre a procedência das alegações.

Outra frente de disputa envolve uma propaganda de rádio da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a denúncias de corrupção. Em decisão liminar, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da peça e apontou, em análise preliminar, que o conteúdo tratava investigações e acusações sem contextualizar adequadamente sua situação processual. A decisão ainda será submetida ao plenário do tribunal.

Com a aproximação do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a campanha de Flávio Bolsonaro combina reação a decisões judiciais, iniciativas no TSE e acompanhamento de pesquisas que apresentam resultados variados entre institutos e regiões. Os números divulgados até agora retratam momentos específicos da disputa e não determinam o resultado eleitoral.

Por Gilvan Afonso

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