A 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18), colocou o nome da ex-ministra e ex-deputada federal pelo Distrito Federal Flávia Arruda novamente sob os holofotes. O Instituto Terra Firme, entidade presidida por Flávia, foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e a atuação de agentes públicos.
A Polícia Federal investiga possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Entre os alvos da operação está o empresário Augusto Lima, atual marido de Flávia Arruda e ex-sócio do Banco Master. Até o momento, não há informação oficial de que a ex-ministra seja investigada pessoalmente ou de que mandados tenham sido cumpridos em sua residência. O foco da operação, segundo as informações divulgadas, está no instituto que ela preside e nas conexões investigadas entre pessoas e empresas ligadas ao caso.
Em meio ao avanço das investigações, chama atenção o silêncio do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Presença frequente nas redes sociais e personagem constante do debate político local, Arruda ainda não se manifestou sobre a operação que atingiu a instituição presidida por sua ex-esposa. Em um cenário marcado por investigações de grande repercussão, o silêncio de lideranças políticas também comunica. Quem busca retornar ao centro do debate público precisa compreender que transparência não pode ser seletiva: quando o assunto envolve aliados e pessoas próximas, o mesmo rigor cobrado dos adversários deve prevalecer.
Fonte: DF Soberano
Por Cláudio Ulhoa




