Por Cláudio Ulhoa
José Roberto Arruda chega à disputa pelo Governo do Distrito Federal carregando um peso que nenhuma estratégia de campanha consegue esconder: a rejeição. Segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19), 51% dos eleitores afirmam que não votariam nele, o maior índice entre os principais candidatos testados. O dado é expressivo porque mostra que mais da metade do eleitorado consultado resiste ao retorno do ex-governador ao comando de Brasília.
A rejeição de Arruda supera a de Celina Leão, Leandro Grass, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli e revela um obstáculo difícil de contornar. Em uma eleição majoritária, não basta ter um grupo fiel de eleitores; é preciso reduzir a resistência para crescer. Quando metade da população pesquisada já demonstra disposição de rejeitar um nome, o caminho até o Palácio do Buriti se torna muito mais estreito.
Politicamente, a mensagem das urnas simuladas é clara: Brasília demonstra pouca disposição para reviver um passado marcado por controvérsias, condenações e desgaste institucional. O eleitor do DF parece cobrar renovação, segurança jurídica e capacidade de governar sem que a agenda pública seja constantemente contaminada por velhos processos e disputas judiciais. Nesse cenário, Arruda enfrenta não apenas adversários, mas a memória política do próprio eleitorado.
A pesquisa não autoriza afirmar que todos os brasilienses rejeitam Arruda, mas o índice de 51% é forte o suficiente para sustentar uma conclusão política: há uma resistência majoritária à sua volta ao poder. Se quiser permanecer competitivo, o ex-governador terá de convencer justamente a parcela do eleitorado que hoje demonstra não querer vê-lo novamente à frente do GDF.
Fonte: DF Soberano




